quarta-feira, 15 de Abril de 2009


deixem-me seguir
deixem-me estar
ondulando sem vida neste mar
imenso
profundo
tremendo

deixem-me ficar
molhada
fria
inerte
morta e ondulando
com o rumo das marés
com a indiferença dos predadores

comigo

deixem-me seguir
deixem-me estar
ondulando sem vida neste mar


2 comentários:

SILÊNCIO CULPADO disse...

Maria
A poesia como grito de alma é sempre triste. Mas como tu dizes: "deixem-me estar" porque todos temos direito ao recolhimento, a andar, a gritar, a não ser como toda a gente.

Abraço

preto [e] branco disse...

O mar, as suas brisas, seu perfume, os seus salpicos que refrescam o nosso corpo...são silêncios que despertamos e desejos que acariciamos. "Deixa-te estar" e usufrui da beleza que ele te oferece.

O meu agradecimento pela tua visita e comentário no meu blogue.

bj...nho

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